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Este é o primeiro lançamento da banda Human Trash: “Mayra, Mari e Luis parecem ter entendido o recado da CIDADE e, muito bem entendido por sinal, misturando basicamente o melhor da musica de forma simples e direta! O trio poderia ser descrito como um soco na cara não fosse minha vontade de dissecá-lo um pouco mais numa tentativa de explicar como isso chega aos seus ouvidos, meu caro. Imagine um Dragster a 200 por hora, agora ponha nisso duas guitarras imundas em FUZZ com os riffs mais ardentes que sua pobre cabeça (rocker?) poderia pensar, junte a isso um kit de bateria construído a partir de peças encontradas na rua o que inclui, é claro, uma gigantesca lata de lixo que faz o papel do bumbo, com os vocais divididos entre os três num mix de coisas mais sexies como o melhor de Hollis Queens ou simplesmente estourando os pulmões de forma primitiva e descontrolada no melhor estilo Julia Kafritz num dia bom! Trash music com influencias que vão desde a obscura no wave de Nova York ao melhor do blues e das garage bands dos anos 50 e 60.” Fonte: Mamma Vendetta.
Valor: 10,00
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The Biggs é uma banda de rock de Sorocaba (SP), da qual fazem parte Mayra Biggs (baixo), Flávia Biggs (vocal e guitarra) e Brown Biggs (bateria). Com influências que vão de Stooges á Bikinni Kill, de T-Rex á Babes in Toyland, de MC5 á SonicYouth, “The Roll Call” foi lançado em 2007, e é o último CD lançado pela banda até então.
Valor: 10,00
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The Dealers é “Trio de garage rock com uma pegada crua e urgente que conta com um line up inusitado provido de uma guitarra, bateria e um vocal fortissimo, agressivo e sujo como só uma Dealer pode ser. The Dealers são Mari, Mayra e Vinhão desde 2004, e só é preciso uma batida, um riff e uma voz pra fazer música.” Esta é uma tiragem especial em cd ao vivo gravado no Caffeine Studio, no primeiro semestre de 2010.
Valor: $10,00
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Na linha de bandas como P.S Eliot, The Two Funerals é uma banda de Richmond (Virginia/USA), composta por Dominique (bateria), Kyler (baixo) e Shannon (guitarras e vocal). “Tell yr story” foi lançado em 2008 pelo The Cottage Records e acompanha código para download das músicas em mp3. Vinil colorido, numerado à mão. Edição limitada!
Valor: 20,00 [Esgotado!]
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Mais uma entrevista, dessa vez com a banda cearense Missfight, que acaba de lançar sua demo, intitulada “Just One More Day” (distribuída por nós). Quem respondeu foi Leila, vocal e guitarrista da banda. Obrigada meninas!
1. Apresentando a banda: de onde vem o nome? Como surgiu a idéia de montar uma banda formada só por mulheres? Quais são as influências?
(LEILA) Bom, o nome foi mais uma coisa de brincadeira que acabou dando certo. À princípio era um trocadilho com Misfits, mas acabou ganhando um significado legal: Miss, algo como senhora, e uma palavra bem relacionada ao sexo feminino, junto com Fight, acabou ganhando o significado de “Mulher que briga”, “mulher forte, que vai à luta”. A idéia de montar a banda veio mesmo da vontade de tocar, e de fazer alguma coisa diferente numa cidade que não tem praticamente nada. A gente se conhecia pouco, mas um dia conversamos, e surgiu a idéia… Nenhuma das três sabia tocar nada, e o pouquíssimo que sabemos hoje aprendemos na Missfight… Nossas influências estão basicamente no punk, em bandas como Wipers, Dishrags, Ramones, Black Flag, acredito que alguma coisa de garage também nos influencie…
2. Vocês se consideram uma banda feminista? Falem um pouco sobre as letras da demo “Just one more day”, que acabou de ser lançada.
(LEILA) Bom, eu acho que a própria atitude de querer montar uma banda só de meninas já é em si uma atitude feminista, pq já é uma tentativa de fazer fazer algo diferente mostrando que não é só homem que pode ou se interessa por tocar. Não é que nós nos rotulamos como uma banda feminista, pelo menos ao meu ver… mas nós trazemos o feminismo dentro de nós, no nosso dia-a-dia… e isso acaba refletindo de alguma forma nas nossas letras, pq é nelas que nós expressamos os nossos sentimentos… daí a gente acaba colocando, nas letras, nossa opinião sobre algo (acho meio inevitável fugir disso…), e é por isso que nas nossas músicas procuramos incentivar as pessoas a se sentirem mais livres, a não se reprimirem, e não se deixarem levar por padrões, a serem si mesmas, pq essas são as nossas atitudes e sentimentos enquanto pessoas… acho q a gente tenta passar algo voltado não só para as meninas, mas para os homens também, e acredito que essas são idéias pelas quais passa o feminismo… Acabamos sendo sim uma banda feministas nesse sentido… sem precisar falar especificamente de feminismo.
3. Meninas, como sabem, estamos organizando o Festival Vulva La Vida, que está baseado em vários pilares. Um deles é a música e a outra a diversão, ambos pensados a partir da perspectiva feminista. Muito vem se falando sobre esses tripé , mas como vocês vem essa junção? Como é ter uma banda de punk rock, composta por mulheres; pensar e pregar a diversão num espaço sexista como são muitos shows de hardcore/punk rock?
(LEILA) Eu acho de extrema importância festivais encabeçados por meninas. É uma forma de mostrar que as mulheres também podem fazer e se interessam por isso. Meninas na frente da organização de festivais demonstra várias coisas e derruba muitos conceitos, pq se acredita geralmente que só homens são “capazes” de fazer. A junção música e postura política, como é o caso do Riot Grrrl, foi uma das melhores coisas que surgiram dentro do próprio punk, porque, no meu ponto de vista, é uma forma divertida de tentar argumentar, de conscientizar, e de expor o feminismo… de tentar romper com aquela idéia de que pra se ter uma postura feminista é necessário ser uma mulher “séria, comportada. sisuda”, aquela idéia de que toda feminista é mal amada e ranzinza. Eu acho q o Riot Grrrl foi também uma forma de romper com isso. Existem várias formas de ser feminista, e ser feminista se divertindo é uma delas. Lembro até daquela “historinha” da Emma Goldman: “Se eu não puder dançar, não é a minha revolução!”… Quanto a questão do espaço dentro da “cena” (nem gosto muito de usar essa palavra, mas não encontrei outra, então vai essa mesmo… hauhauhau), esse nós temos realmente que conquistar, que furar o cerco. Nós, por exemplo, somos de uma cidade de interior onde se predomina o metal, e não o punk, e onde se mantém fortemente a triste idéia de que mulher não toca, e nem aprende a tocar. Nós somos três meninas que não escutávamos metal, e decidimos tocar, e ainda por cima, um estilo que uma minoria de pessoas escutava. Ou seja, tivemos que romper até com esses “padrõezinhos” por aqui. Mas a nossa vontade de tocar era maior que o preconceito dos outros. Tivemos apoio de uns poucos amigos, que apoiaram de verdade, emprestaram instrumentos e local de ensaio, e se dispuseram até a nos ajudar a aprender a tocar, a dar dicas, e essas coisas. Hoje, ainda não somos tão bem vistas assim em nossa cidade, mas nós, como meninas, conseguimos fazer coisas que bandas daqui da região que existem a anos antes da gente nunca fizeram, como gravar, lançar material, por exemplo. Então, eu acredito que cabe a nós, se impor, e mostrar que nos divertimos assim, fazendo o que gostamos e acreditando em nós mesmas. Ter coragem é muito importante, porque nem sempre a gente encontra quem nos apoie, mas tudo depende do que você acredita.
4. Estivemos pensando outro dia, o quanto o grito expulso por uma menina pode ser tão resistente e ser porta voz de uma contra-hegemonia. Queríamos muito que vocês falassem um pouco sobre esse poder que temos e que não costumamos levá-lo em conta: o grito.
(LEILA) Acho que é um pouco disso que falei anteriormente, a questão de se impor. O girto é isso: uma forma de você se impôr, de dizer que chega, que é preciso que algo mude. Penso também que é uma forma de dar um susto, e de acordar as pessoas ao redor para a situação. Toda menina deveria ser incentivada a “gritar”. Acho uma pena que nem todas as mulheres tem a oportunidade de ter contato com idéias feministas, porque as mudanças, inclusive a coragem de dar “o grito” devem vir de um processo de educação que não é repassado. Se isso fosse revisto, muita coisa já teria mudado.
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FESTIVAL VULVA LA VIDA
Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca
experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento
sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos
reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar
até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos
um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre?(Hakin Bey – TAZ)
Esse festival é fruto da I Convocatória Riot Grrrl Salvador, organizada pelo Coletivo Na Lâmina da Faca, que ocorreu de 20/08 a 20/10/2010, tendo por objetivo aglutinar mulheres inseridas na contra-cultura feminista da cidade. Pra nossa surpresa, a convocatória – que começou como uma esperança de romper o ativismo individual ou de grupos pequenos e isolados – acabou tendo uma repercussão enorme (pra estrutura Faça-você-mesm@), acarretando num evento que foi construído não só pelo Coletivo, mas por uma rede de garotas.
Esse evento não deve ser confundido com eventos que acontecem sob o título de “Rock de Batom”, “Rock de calcinha”, etc. O Festival Vulva La Vida não é um evento que busca valorizar o “rock feminino”, pois não temos nenhum compromisso em manter o que nossa sociedade chama de “feminino”. Mas ao mesmo tempo também não temos nenhum compromisso com a masculinidade. Acreditamos no potencial do rock/hardcore e da música em geral enquanto possível destruidor da feminilidade tradicional, isso é, acreditamos na criação de outras formas de vivenciar o feminino que não estejam sufocadas pela imposição de características como doçura, servidão, passividade, permissibilidade, castidade. Daí vem a nossa identificação com o feminismo, pois o encaramos como uma visão de mundo que não diz respeito apenas à “questão da mulher” mas a todos os tipos de relação sociais, resultando numa aliança entre diversas lutas. Nos posicionamos, assim, desde um feminismo autônomo, anti-racista e anti-capitalista.
Trata-se de um festival de contra-cultura feminista: através da ética do faça-você-mesma, acreditamos que a mudança não depende da iniciativa dos partidos e instituições políticas; devemos pratica-la no dia-a-dia, desenvolvendo novos valores para as relações travadas no cotidiano. Isso implica em repensar nossos hábitos mais “íntimos”, fazendo a revolução das ruas à cama. Política também é diversão!
Enquanto o padrão do que é ser “mulher de verdade” for reproduzido, irão permanecer os obstáculos para a união entre nós. Pois, se ser “mulher de verdade” como Amélia, é viver alienada de si própria, renunciamos então à ideologia que nos quer inimigas. É essa solidariedade que queremos celebrar no festival; não se trata, no entanto, de uma união que se dá às custas das nossas diferenças. Somos mulheres, mas somos negras, brancas, de classes sociais e orientações sexuais distintas, provindas de diversos contextos sociais. No entanto, estas diferenças internas são abraçadas com entusiasmo, pois nos levam a riqueza e heterogeneidade deste evento.
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Estamos distribuindo a demo da banda de punk rock cearence Missfight, chamada “Just one more day” e lançada pelos selos Entorte, Barulho de Retardado, Capitão Lixo e Beat! Records. É com muito orgulho que distribuimos mais uma banda do Nordeste!
Valor: 5,00 reais
Mais uma entrevista realizada pelo coletivo, dessa vez com a vocalista e guitarrista da banda The Homewreckers. Cristy Road é uma cubana-americana, escritora, zineira e artista punk que vive no Brooklyn e lançou trabalhos como Bad Habits e Green Zine. Confiram ilustrações dela no seu site. Deixo aqui nossos agradecimentos a Carla Duarte, por nos ajudar com a tradução. Obrigada!
Another interview made by us, this time with Cristy Road from The Homewreckers. Cristy is a american-cuban, writer, zine-writer and punk artist who lives in Brooklyn and has published Bad Habits, Green Zine, and others. Check her drawings here. Thanks, Carla Duarte, for helping with the translation.
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1) Introduzindo a banda para as pessoas aqui no Brasil: quando vocês começaram a tocar? Qual foi a motivação que fez com que vocês formassem uma girl band? Porque esse nome (“The Homewreckers”)?
Bem, antes de tudo, nós estamos tocando há apenas dois anos. Atualmente nós não nos identificamos como uma “all-girl band”, mas como uma “all-queer band”. Apesar de que quatro de nós (Eu, Crystal, Jackie e Turtle) somos todas muito em sintonia com o espírito/necessidade de all-girls (e all-queer) bandas. É muito excitante tocar como uma all-queer band (nosso guitarrista original era Frank, que tocava em várias bandas pop-punk fodas; mas não compartilhava essa questão pela visibilidade queer no punk). Eu pessoalmente quero fazer música com pessoas que compartilham minhas crenças e objetivos em relação à existência da dominação masculina-hétero na cena punk rock. Apesar de que é sempre divertido tocar em um show sem base política ou educativa, é importante que exista essa maneira também. Se a cena deve ou não nos classificar com a ficha “queer band”, eu acho que é importante para nós normatizar a existência de all-queer ou majoritamente-queer bandas/artistas no punk rock. E penso que o pop-punk em si mesmo tem tido ocasionalmente incrível presença queer através dos anos (Pansy Division, The Sissies, Hunx and his Punx); mas é ainda excitante ver outras all-girl, all-queer, ou ao menos girl ou queer fronted pop-punk.
Também o nosso nome é uma grande piada interna. Tem haver com jogar merda no ventilador, começar um tumulto dentro de qualquer coisa que seja obsoleta=opressiva. E também tem haver com o nosso desgosto com a dominação compulsória. Escolha a definição que funciona melhor para você!
2) aqui no brasil nós temos a idéia comum de que o contexto norte-americana tem um cena bastante fracionada com muitos grupos específicos – os guetos. Como The Homewreckers está situada nesse contexto, especialmente na cena do Brooklyn?
Bem, eu penso que nós temos definições totalmente diferentes para a palavra “gueto” – eu nunca usei essa palavra em referência à cenas musicais.. então eu vou tentar responder essa questão com o melhor que eu posso. Aqui no Brooklyn há bilhões de cenas musicias queer;mas elas nem sempre se cruzam, ou se falam olho no olho. De qualquer forma, eu tento ser objetiva e eu sou fã de muita música queer e punk que não necessariamente tem a ver com a minha comunidade direta. Eu gostaria de eventualmente tocar fora do nossa comunidade, mas nós estamos certamente mais envolvidxs no contingente feminista da cena punk. É de onde nós viemos. Jackie (baixo) também toca em uma banda pop-punk de maioria queer, a Girlcrush. Crystal (bateria) também toca em uma all-girl band, Partyline, e em uma all-girl metal band, Bone Token; e Turtle (guitarra) também toca na The Rude Mechanical Orchestra, que é banda de marcha radical que frequentemente toca em eventos políticos e de protesto, mas também em shows DIY.
3) A banda tem alguma relação com a cena latina norte-americana? (aqui nós conhecemos bandas como Sin Orden e Los Crudos…).
Eu imagino que nossa relação geral com a cena latina deve ser o fato de que nós todxs somos fãs de Los Crudos, Sin Dios, Attaque 77, Fun People, Boom Boom Kid – para falar de algumas). Eu sou cubana, de Miami, e cresci em volta de bandas latino-americanas, que cantavam as vezes em espanhol, etc. Eu ainda procuro muito por punk latino! Eu preciso disso para me sentir normal/conectada. Eu tenho escrito algumas músicas em espanhol (é a minha primeira língue e é como eu falo em casa com minha família). Viver em cenas punks fora de Miami realmente me desconectou por alguns anos; e sinto como se meus objetivos políticos ficaram um pouco vagos. Então eu me reconectei à minha cultura em bilhões de diferentes maneiras, e eu acho que agora mesmo eu sou mais segura com quem eu sou e não me sinto mais como se o punk me rasgou pra longe da minha cultura. Eu atualmente sou uma grande fã de música caribenha, como ska, dub, salsa, reggae, reggaeton, merengue; e qualquer híbrido punk com isso é sempre bom. Eu preciso descobrir mais punk latino, apesar de tudo. ESPECIALMENTE bandas queer e feministas. Observe que várias bandas que eu citei acima tem homens cantando nelas!
4) Cristy: quais artistas te inspiram quando você está desenhando as artes da The Homewreckers?
Minha arte tem sido sempre inspirada pelas capas de álbuns punks (Grimple ‘up your ass’, Can of Pork comp, Radon ‘In your home’ , Mash It Up ska comp series); os quadrinhos de Jaime Hernandez (love and rockets, locas); Sue Coe; Frida Khalo, Coop, Eric Drooker; e o mais importante: REN AND STIMPY! Você já viu alguma vez esse desenho? Meu objetivo tem sido sempre criar uma arte que é um mix entre Ren And Stimpy + interpretações realísticas de anatomia/pessoas (como Jaime Hernandez e Coop).
5) Você conhece alguma banda do Brasil? O que você conhece sobre a cena punk feminista brasileira?
Não. Por favor nos conte sobre isso! Nós amaríamos ouvir essas bandas.
6) Muito obrigada pela entrevista. Agora você pode deixar alguma mensagem, dizer o que você quiser… cante uma música, grite, fala algo que você queira ou o que seja!
Faça música para se expressar, porque gosta, e inspire outrxs!!!!! Não para vender discos.. mas se você vender disco, então isso é incrível também.
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1) Introducing the band for Brazilian people: when did you start playing? Which was the motivation that made you form a girl band? Why this name (“The Homewreckers”)?
Well first off, we have been playing for a little over two years. We dont actually identify as a ‘girl band’. Our guitarist for the first 2 years and our first record was a guy named Frank who played in the pop-punk band The Unlovables. Right now our guitarist is Turtle; who is genderqueer and does not identify as a girl; but the four of us (Me, Crystal, Jackie, Turtle) are all very in tune with the spirit/need for all-girl (and all-queer) bands. Its very exciting to be an all-queer band now. I personally want to make music with people who share my beliefs and goals towards existing in the straight-man-dominated punk rock scene. A lot of the shows we play have a lot of motivations towards queer-visibility/education in the punk scene; although its always fun to play a show with no educational or political foundation. Its important to exist that way too. Whether or not “the scene” may pigenhole us as the token queer band; i think its important for us to normalize the existence of all-queer or mostly-queer bands/artists in punk rock. I think pop-punk itself has had an occasionally amazing queer pressence through the years (Pansy Division, The Sissies, Hunx and his Punx); but its still exciting to see either all-girl, all-queer; or at least girl or queer fronted pop-punk.
2) Here in Brazil we have the common idea that the north- American context has a very fractioned scene with so much specific groups – the ghettos. How The Homewreckers is situated on this context, specially in Brooklyn’s scene?
Well, i think we have totally different definitions of the word “ghetto” — ive never used that word in reference to music scenes ! I will try to answer this question the best I can. Here in Brooklyn there is a billion queer music scenes and a billion punk scenes; but they dont always intersect; or say eye to eye. However, I try to be objective and am a fan of lots of queer music and punk music; that doesnt necessarily fall into my direct community. Ide like to eventually play out of our element; but we are certainly more involved in the feminist contingent of the punk scene. its where we are all coming from. Jackie (Bass) also plays in a mostly-queer pop-punk band, Girlcrush ; Crystal (drums) also plays in all-girl punk band Partyline and all-girl metal band Bone Token; and Turtle (Guitar) also plays in The Rude Mechanical Orchestra; who are an anarchist marching band who usually play at radical events/protests/etc.
3) Do the band have any relation with the Latin scene? (here we know bands like Los Crudos and Sin Orden …).
I guess our general relation to the Latin scene would be that we all are fans of Los Crudos, Sin Dios, Attaque 77, Fun People, Boom Boom Kid — to name a few). Im Cuban from Miami and grew up around American Latin bands; who sang in spanish sometimes, etc. I still seek out a lot of Latin punk ! i need it to feel normal/connected. Ive written a few songs in spanish (its my first language and Its what I speak at home w/ family). Living in the punk scenes outside of Miami really disconnected me for a few years; and i felt like my political goals got a little hazy. So i reconnected to my culture in a billion different ways, and I think that right now I am the most secure in who I am and i no longer feel like punk tore me away from my culture. I actually am a big fan of all carribbean music like ska, dub, salsa, reggae, reggaeton, merengue; and any punk hybrid with that is always good in my book. I do need to discover more latin punk, though. ESPECIALLY feminist and queer bands. Notice a lot of the bands I noted above have men singing for them !
4) Cristy: Which artists inpire you when you’re drawing The Homewreckers’ art?
My art has always been inspired by punk album cover art (Grimple ‘up your ass’, Can of Pork comp, Radon ‘In your home’ , Mash It Up ska comp series); Jaime Hernandez comics (love and rockets, locas); Sue Coe; Frida Khalo, Coop, Eric Drooker; and most importantlyt: REN AND STIMPY! Did you ever watch this cartoon? My goal has always been to create art that is a mix of Ren And Stimpy + lifelike interpretations of anatomy/people (like Jaime Hernandez and Coop).
5) Do you know any Brazilian band? What do you know about the feminist punk Brazilian scene?
No please tell us about it!! we would love to listen to these bands.
6) Thank you so much for the interview. Now you can leave some message, say what you want… sing a song, scream, tell us something you want us to know or whatever!
Make music in order to express yourself , fuck shit up, and inspire others!!!!! Not to sell records……..although if you do sell records, then thats awesome too.
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Nós, do coletivo Na Lâmina da Faca, pedimos licença à todas para divulgar a I CONVOCATÓRIA RIOT GRRRL SALVADOR, que estará aberta entre os dias 20 de agosto à 20 de outubro de 2010.
Através do e-mail do coletivo — nalaminadafaca@gmail.com — as interessadas podem enviar suas sugestões, críticas e inclusive tomar a iniciativa de ajudar na construção de um festival autônomo de Contra-cultura produzida por mulheres, que acontecerá na cidade de Salvador, no próximo verão.
“Riot Grrrl” é um termo originário dos Estados Unidos, surgido na década de 90, e que diz respeito a um movimento sócio-musical conduzido por mulheres na cena punk norte-americana. O movimento acabou se propagando em outros países, que, assim como os EUA, possuíam (e ainda possuem) uma sociedade sexista que era/é reproduzida também na comunidade punk. Quando veio para a América Latina, o Riot Grrrl acrescentou outros elementos contra-hegemônicos que não estavam presentes nos Estados Unidos, como o Colonialismo.
Utilizamos o termo buscando dar uma identidade — autônoma, rebelde, feminista — a essa iniciativa, sem, no entanto, nos prendermos a ele. Em outras palavras, Riot Grrrl é a junção de diversão+política, e é isso que queremos resgatar.
Acesse nosso blog para conhecer mais sobre o coletivo: www.nalaminadafaca.wordpress.com.
Participe e nos ajude a divulgar!
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Estamos distribuindo o EP da banda Jezebels, de Aracaju. O cd foi lançado pela Barulho de Retardado e a banda conta com Paula Varjão, Daniela Rodrigues (ex-Triste Fim de Rosilene, ex- XReverX e atualmente também na Renegades of Punk) e Paloma Marques. Esta é a primeira iniciativa — de muitas, esperamos — de apoio às bandas do nordeste.Ouçam o myspace da banda aqui.
Valor: R$5,00










